fbpx

A Arte como Terapia

O Bass Museum of ART, em Miami, se viu diante se um grande desafio com a chegada da pandemia do novo coronavírus, no início do ano. 

Conheça nossa galeria de arte online

Estavam com uma exposição programada “Hi, How Are You, Gonzo?” De Abraham Cruzvillegas, mas não foi possível, a atração era interativa, já que a proliferação de micróbios poderia ser muito grande, explicou Silvia Karman Cubiñá, que é diretora executiva e curadora-chefe do museu.

pexels-isabella-mariana-1988681

Agua Dulce é o novo projeto que começou a ser erguido em uma área de quase 1300 metros quadrados no parque que cerca o museu. Essa instalação de Cruzvillegas contém mais de mil plantas nativas, que inclusive, possuem propriedades medicinais. Esse ambiente tem a finalidade de ajudar os visitantes com a cura emocional e aliviar o stress. Nesse projeto existem também bancos feitos de madeiras locais, bem como sons da natureza foram imitados e reproduzidos por artistas para deixar o ambiente mais completo.

Imagine agora com sua mente criativa um salão, no caso, o 3º piso do Rubin Museum of Art, de Nova York, sendo transformado em um laboratório de mandalas. Bem, um espaço de 250 metros quadrados dedicado ao aprendizado social e emocional e que aproveita a especialidade do museu, a arte do Himalaia. Jorri Britschtgi, o diretor executivo do museu, disse que na primavera, quando a Covid-19 estava impondo um lockdown à cidade, o

plano pareceu ainda mais oportuno. O projeto custou entre US$ 1,2 milhão e US$ 1,5 milhão e inclui trabalhos novos de 15 artistas. Os visitantes podem apreciar obras de arte ligadas ao mindfulness e outras diversas práticas budistas. O objetivo é ajudar as pessoas a trabalhar sua ansiedade e lidar com as dificuldades pessoais e sociais intensificadas deste ano, já que obrigatoriamente ter que fazer esse resguardo dentro de casa, muitas vezes de forma solitária e ver tanta negatividade acontecendo, fez com que as pessoas ficassem doente mentalmente. A boa notícia é que a construção já começou e com a descoberta das vacinas, o laboratório vai abrir as portas no segundo semestre de 2021.

pexels-nick-bondarev-4530514

Boa parte da arte contemporânea popular tem como objetivo provocar o “ser humano”. Mas, neste ano já tão atribulado, alguns museus estão instalando obras e mostras que visam fazer diferente, mais pegando o lado oposto. Estão dando destaque ao lado meditativo e até mesmo o espiritual, com mostras que pretendem acalmar os nervos, facilitar a comunicação, fomentar a exploração de emoções, desafiar o autoconhecimento e propiciar a superação do estresse e do abalo emocional.
Novidades a parte, esse impulso não é considerado um bebê, já que nasceu de anos de experiência com a arteterapia, que antes mesmo da pandemia, começou a se tornar popular. Bom para os veteranos de guerras, que ainda sofrem grandes consequências traumáticas, são atendidos por diversos museus, que em seu programa, estimulam esse tipo de trabalho, para tentar ao menos amenizar o stress dos velhos soldados. Como por exemplo, para ser mais exato, o Currier Museum of Art, em Manchester, que desde 2018, trabalha com esse tipo de programa também. Onde as pessoas olham as obras e refletem sobre o tema da própria, como a resiliência ou a vergonha. Porém, nem somente para soldados e pessoas mais velhas são esse tipo de tratamento, como recentemente o programa também começou a abranger adolescentes com crise de ansiedade, contou o diretor do Currier, Alan Chong.

No Canadá, muito além de altas doses de remédios, os médicos também receitam visitas ao Museu de Belas Artes de Montreal (https://www.mbam.qc.ca/en/) como tônico para pacientes com enfermidades crônicas como diabetes, mandando 405 pacientes por ano ao museu, entretanto essa incrível recomendação foi pausada em Março, devido ao covid-19.


O museu foi autorizado a reabrir em junho, com ingressos limitados e cronometrados, mas instruído a fechar as portas novamente entre 1º de outubro e 23 de novembro. A instituição ainda promove programas terapêuticos virtuais baseados em seu acervo permanente e voltados a pessoas com doença de Parkinson, autismo e outras.

 

“Durante a pandemia venho usando muitas cenas de natureza. Parece que isso ajuda as pessoas a explorar a dimensão imaginária mais livremente”, disse Stephen Legari, diretor de programas educacionais de arteterapia do museu.

O Museu de Arte de Nova Orleans fechou as portas na primavera americana, mas reabriu em julho recebendo 50% do fluxo normal de visitantes, além de outras precauções. Pouco depois de a pandemia começar, o museu decidiu montar uma exposição para ajudar os visitantes a lidar com a situação, imaginando o mundo depois da peste e outras calamidades, como as tempestades violentas e recorrentes na região. Onze artistas receberam encomendas de obras enfocando perdas e incerteza, mas também esperança e superação. A exposição “Mending the Sky”, ou consertando o céu, em português, abriu em outubro e deve seu título a uma instalação de Beili Liu baseada em uma fábula chinesa na qual uma deusa costura um rasgo no céu onde incêndios, fome e doenças chovem sobre a

terra.

A curadora da exposição, Katie Pfohl, disse que observou visitantes nas galerias e viu como “seus ombros relaxam e seus rostos se iluminam” quando veem a instalação de Liu. “Às vezes as pessoas ficam sentadas por horas assistindo a vídeos no resto da exposição”, disse ela.

Mending-the-sky

Mending the Sky de Beili Liu | Foto Divulgação

Poucos reconheceram a influência do vírus, com projetos e trabalhos online que sugerem esperança, como o trabalho de Yoko Ono encomendado pelo Metropolitan Museum of Art, “Dream Together”, composto de duas faixas penduradas na fachada do museu. Alguns museus oferecem ingresso gratuito ou prioritário a profissionais de saúde. O vírus também afetou Cruzvillegas, artista conceitual mexicano que vive e leciona em Paris. Trabalhando de longe devido às limitações impostas às viagens, ele ainda não pôde ver o local de sua nova instalação em Miami, muito menos planejar a mostra pessoalmente.

 

“Agua Dulce” leva adiante sua prática de enfocar o local, além da sustentabilidade e adaptabilidade. Como é seu costume, Cruzvillegas pesquisou espécies vegetais locais e como se propagam, consultando o livro “Healing Plants: Medicine of the Florida Seminole Indians”, de Alice Micco Snow e Susan Enns Stans. Acabou por escolher 23 espécies nativas. Juntamente com a equipe do museu Bass e com um consultor ambiental do

estado da Flórida, Cruzvillegas planejou a mostra com desenhos, muitos e mails longos e detalhados e várias videoconferências. Ele indicou que o aspecto curador da mostra é algo oblíquo, e não direto. “Não sou xamã”, destacou. Ele enxerga a própria natureza como o agente curador.

O museu Bass que durante este período também está promovendo outras mostras ligadas à pandemia e tratando de solidão, isolamento e resiliência espera que “Agua Dulce” atue como bálsamo de efeito prolongado. Quando a instalação fechar, dentro de seis meses, as plantas serão arrancadas e dadas aos visitantes.

#FiqueEmCasa #FiqueSeguro

Veja mais:

ARTLUV DESCENTRALIZANDO O MUNDO DA ARTE!

Disponibilizamos a criação de Galeria de Artista. Trata-se de um espaço onde novos artistas e artistas renomados podem expor suas obras de arte. Sem precisar entender de programação ou desenvolver um website.

Também ajudamos artistas através da nossa Mentoria Artística. Onde você poderá realizar sessões online com um de nossos artistas experientes e que também tem sua galeria de arte online criada na Artluv.

Conheça a nossa Galeria de Arte Online, os últimos eventos, exposições e veja as últimas notícias do blog – Art News!

Siga-nos nas redes sociais

Comentários

mood_bad
  • Ainda não há comentários.
  • chat
    Adicionar um comentário