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Artluv na exposição Tarsila Popular no MASP

Confira a exposição da vida e trajetória da artista brasileira que é um dos ícones centrais da primeira fase do modernismo.

A Artluv esteve na exposição Tarsila Popular, no MASP, disponível de 05 de abril a 28 de julho. Por isso vamos contar para vocês como está essa grande mostra.

A exposição está divida em 6 núcleos que contam a história da Tarsila.

A mostra começa com seus primeiros anos de produção e vai até sua fase mais tardia com obras que raramente foram expostas.

Portanto, espera é de que mais de 250 mil pessoas visitem essa exposição. 

Núcleo 1

“Para mim, um retrato é uma coisa tranquila, séria, definitiva , como um monumento que a gente contempla sem se cansar.” – Tarsila.

No primeiro núcleo somos apresentados as obras iniciais feitas a partir da sua formação acadêmica, vivência e a iniciação nos movimentos artísticos da vanguarda modernista.

Esse contato veio através do relacionamento com Oswald de Andrade (que seria seu futuro marido) e Mario de Andrade (grande amigo pela vida toda).

Tarsila do Amaral, Figura em Azul, 1923

 

Tarsila do Amaral, Autorretrato com vestido laranja, 1921.

Núcleo 2

No segundo núcleo, Tarsila expõe seus estudos de observação de corpos.

Depois, embarca para Paris onde pode estudar com Fernand Léger (conceituado artista modernista).

Com isso, passa a criar obras com preceitos do cubismo onde define a construção do volume dos corpos humanos e deixa de expor os elementos do ambiente.

Essa técnica é bem percebidas em suas futuras obras.

Tarsila do Amaral, Estudo (Academia n. 2), 1923.

Núcleo 3

No núcleo 3, Tarsila retrata suas viagens pelo Brasil.

Com isso, suas obras vão desde o contexto rural, até o urbano focando nos avanços tecnológicos e nas questões sociais.

Ademais, no rural, Tarsila se inspirava em paisagens bem ordenadas e despovoadas utilizando cores nacionais, geometrias na arquitetura e vegetação típica.

Na paisagem urbana, retratava a rapidez com que a tecnologia se espalhava e unia com a sociedade de maneira que não era definido um rosto para as pessoas.

Dessa forma, já mostrava traços de diferentes etnias o que mais para frente seria foco de algumas obras.

Tarsila do Amaral, Carnaval em Madureira, 1924.

 

Tarsila do Amaral, Pastoral, 1927.

 

Tarsila do Amaral, São Paulo, 1924.

 

Núcleo 4

No quatro núcleo podemos perceber que sua popularidade iniciou-se por meio da religião onde expunha em suas obras altares domésticos e de igrejas mineiras.

Além disso, a popularidade das “cores caipiras” (tons predominantes de azul e cor-de-rosa, mas também verde e amarelo) se tornou marca registrada. Por isso, a partir dessa época também não deixava de seguir os traços do cubismo inspirada em Leiger.

Tarsila do Amaral, Religião Brasileira I, 1927.

 

Tarsila do Amaral, Composição (Figura só), 1930.

 

Núcleo 5

“Nenhum artista consegue escapar da influência, do contexto, das ideias de seu tempo.” – Tarsila do Amaral

Em seu penúltimo núcleo, Tarsila retrata um período de crise pós-1929 onde direciona suas obras para um contexto menos otimista retratando a realidade dos brasileiros.

Seu objetivo era expor fortemente os traços dos rostos e suas expressões para mostrar realmente como era sofrido viver em um país tão desigual.

Ademais, Tarsila também retratou as diversidades étnicas . Por isso, colocava rostos bem delineados com vários tons de pele e marcas de diferentes origens, costumes e os modos de vida da população pobre.

Tarsila do Amaral, Operários, 1933.

 

Tarsila do Amaral, Trabalhadores, 1938.

Núcleo 6

No último núcleo o MASP (local responsável pela exposição) decidiu unir as obras de diferentes fases da Tarsila do Amaral para fixar ainda mais o tema Popular. Portanto, é possível perceber a criação de pinturas feitas de inúmeras maneiras.

As lembranças e a imaginação de seu subconsciente quando criança, podem ser percebidas nas figuras dos anos de 24, 28 e 29.

Pés enormes, plantas gordas e inchadas, e bichos estranhos que Tarsila pintou e cada obra contém sua própria história, encerrando sua autobiografia.

Por último, a exposição mostra as icônicas obras de Tarsila, como Abapuru (1928) e Batizado de Macunaíma (1956) que marca a fase final da artista na qual raramente é retratada.

Tarsila do Amaral, A Cuca, 1924.

Tarsila do Amaral, Abapuru, 1928.

 

Tarsila do Amaral, Antropofagia, 1929.

 

Tarsila do Amaral, Batizado de Macunaíma, 1956.

Contudo, essa é a exposição mais extensa já exposta de Tarsila do Amaral. Ao total são 92 obras que partem de uma perspectiva: a “Popular” – que está associada aos contextos vividos ao longo de sua carreira.

Além de tudo, esse é  um projeto do MASP que visa mostrar uma noção de “popular” e que nesse ano dedicou o projeto a Tarsila. Também faz parte de um outro projeto do museu que  dedicou o ano de 2019 a expor artistas mulheres.

Na plataforma de arte Artluv temos o artista Marcelo Schlee, que também trabalha com técnicas de cubismo e similares a da Tarsila em suas obras. Conheça mais obras do artista.

Marcelo Schlee, Remanescentes, 2016.

Marcelo Schlee, Pálidos, 2018.

Nos conte qual obra gostou mais e como foi sua experiência na exposição!

Além dessas belíssimas pinturas que mostramos aqui no post, existem outras que compõe essa exposição e que podemos resumir como INCRÍVEL!

Até mais #artlovers.

Autora: Talita Ignacio

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