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Grafitti Queens Festival projeta obras de artistas grafiteiras em prédios

Festival de graffiti vai projetar obras de artistas mulheres em prédios 

 

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@stellaffvieira

(Imagem reprodução: veja)

Com o isolamento e o distanciamento social por conta da pandemia do novo coronavírus, o Grafitti Queens Festival ganhou uma edição um tanto quanto especial este ano. As obras das artistas serão projetadas em diferentes imóveis, como paredes de prédios na edição deste ano.

A partir das 18 horas de hoje, sexta-feira (19), às Queens marcam presença no cenário do grafite, na 2º edição do evento, que devido a pandemia do covid-19, teve suas atividades adaptadas, apresentando intervenções artísticas feitas por mulheres da arte no cenário urbano. O evento acontece até domingo (21) e sempre a partir das 18 horas.

Quatro cidades foram premiadas com a apresentação do projeto, sendo São Paulo, Recife, Salvador e Rio de Janeiro, sendo possível acompanhar essas obras através do site do Grafitti Queens Festival. O projeto teve um crescimento espontâneo desde sua edição anterior, que aconteceu no ano passado (2019), presencialmente, em São Miguel Paulista, que reuniu pouco mais de 100 artistas que pintaram diferentes muros em espaços públicos, contando hoje com 210 artistas participantes de todo Brasil e outros países da América Latina.

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(Imagem reprodução: instagram)

 

“A cultura do grafite, historicamente foi protagonizada e escrita por homens, [por isso] é uma cultura muito masculinizada. A inserção da figura feminina neste espaço se deu algum tempo depois da sua origem, [antes] eram pouquíssimas [mulheres]”, disse Ananda, dona do perfil Srt.as, que trabalha com grafite há cerca de cinco anos.

Parceiro - @Projetemos

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(Imagem reprodução: instagram)

Quem fará a projeção do trabalho das grafiteiras será o “Projetemos”, inicialmente idealizado e organizado pelo vj Spencer, que há seis anos utiliza a projeção em edificações como forma de manifestação política. “Eu fico vendo os anseios do povo, o que o povo fala e levo pra parede. Hoje o valor é outro, é cívico, é o meu país”, diz o diretor de criação que acredita na força e no papel da sociedade civil.

Diante da pandemia e da necessidade de expressão a partir do confinamento, ele e os amigos vjs Brunna Rosa e Mozart Santos resolveram “organizar a janela” e criaram o movimento coletivo #projetemos no Instagram, como uma “rede mundial de vjs livres para o bem da humanidade”, como diz na biografia da plataforma. “Inventamos um nome pra organizar um sentimento que já havia”, conta Spencer, paraibano que mora em São Paulo.

Juntos convidaram os colegas vjs para formar uma equipe que sabia fazer mapeamento, depois surgiram pessoas de outras áreas interessadas em alimentar esse processo como designers e jornalistas e, por último, houve um grande engajamento de voluntários que queriam participar. “Essa foi a terceira onda, a mais importante, a gente tá dando voz pra uma galera”, contou Santos em uma conversa promovida pelo IAB/SP, no canal do youtube da entidade.

O projeto Grafitti Queens Festival

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Chermie (Imagem reprodução: instagram)

O Graffiti Queens surgiu para dar notoriedade às mulheres numa cena que é ainda muito dominada pelos homens. 
Chermie Ferreira, idealizadora do Festival Grafitti Queens, criou o evento baseando-se numa dor do cenário artístico urbano feminino da ainda baixa inserção de mulheres no movimento. A artista destaca que o espaço urbano sempre foi mais explorado para homens e justamente por isso, o baixo espaço para mulheres na arte de rua. Porém, eventos em destaque como o Festival Grafitti Queens proporcionam essa maior intervenção artística feminina dentro da cultura Hip Hop e street, ressaltando o valor das mulheres dentro do mundo da arte.

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(Imagem reprodução: site https://www.gqfestival.com.br/ )

“O grafite é urbano e as mulheres não estão muito neste espaço. Há mais homens na arte urbana do que mulheres, mas por conta das próprias condições que a sociedade nos impõe. Estar na rua é perigoso, há vários tipos de violência que as mulheres sofrem”, explica.

Não tão somente essa cultura enraizada é uma das causas desse abismo entre homens e mulheres dentro da arte urbana, mas outros fatores também acabam corroborando para isso, como o fator maternidade, justamente por conta de que muitas vezes, as artistas precisam levar os filhos e esses eventos não tem uma estrutura necessária para que isso aconteça da forma mais cômoda e segura possível.

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(Imagem reprodução: site https://www.gqfestival.com.br/ )

“Foi conversando com outras mulheres que percebemos a necessidade de um evento para mostrar as dificuldades de ser uma artista urbana. Existem vários eventos brasileiros voltados para o grafite, mas nenhum com este recorte e de grande proporção”, ressalta Chermie.

Diferentemente da primeira edição, neste ano, diversas artistas que não se restringem ao grafite, puderam participar e expor suas obras, como pintoras, ilustradoras, fotógrafas e muito mais.

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(Imagem reprodução: g1)

“O grafite é urbano e as mulheres não estão muito neste espaço. Há mais homens na arte urbana do que mulheres, mas por conta das próprias condições que a sociedade nos impõe. Estar na rua é perigoso, há vários tipos de violência que as mulheres sofrem”, explica.

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