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Projeto Sem Rampa, Calçada é Muro espalha grafites em prol de protestar por direitos de cadeirantes

Artistas participam de intervenção para promover conscientização sobre acessibilidade no Brasil

Visando melhorar as rampas de acessibilidade nas principais capitais do país, artistas grafiteiros, como: Chivitz, Minhau, Negritoo, Tito Ferrara, Clara Leff, Mazola Marcnou e Apolo Torres, participam de intervenções para atrair a atenção dos problemas enfrentados por cadeirantes quando utilizam as vias públicas.

A falta de rampa nas calçadas é um assunto sério e segundo o Censo do IBGE de 2010 apenas 4,7% das calçadas são adaptadas para cadeirantes no Brasil, sendo São Paulo a cidade com maior índice do país, 9,2%, porém não o suficiente para seus mais de 1 milhão de habitantes.

Além disso, segundo o Censo do IBGE, os mais de 45 milhões de cadeirantes do país, muitas vezes, precisam se arriscar andando nas ruas, pois se as calçadas não tem rampas para subir e descer, é como se fossem um muro, ficam dependentes de terceiros para os ajudar. Isso pode ser um incômodo e os priva de exercer seus direitos como cidadãos.

Através dessa necessidade, a ONG, Movimento e Superação que luta pelos direitos de pessoas com deficiência no país, criou o projeto: Sem Rampa, Calçada é Muro, que foi arquitetado por um grupo de publicitários.

Esse projeto tem o objetivo de chamar a atenção de uma forma diferente e inovadora, visto que esse já é um problema antigo no qual o poder público deveria se responsabilizar e tratar da demanda de forma gradual.

A utilização de grafites nos meios-fios das calçadas é uma nova maneira de gerar engajamento e chamar a atenção para essa necessidade nas cidades, pois a arte é uma das mais belas formas de contato entre os seres humanos. Dessa forma, é esperado uma resposta da sociedade para que aconteça a transformação.

As intervenções de graffiti no meio-fio das calçadas estão acontecendo em três capitais do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro e Recife, sendo selecionadas as calçadas com um grande fluxo de pedestres. O projeto futuramente será expandido para mais quatro capitais: Campo Grande, Fortaleza e Salvador.

Contudo, os cidadãos que quiserem contribuir para a resolução desse problema, podem colaborar com o projeto Sem Rampa, Calçada é Muro e não deixar de fazer reclamações via 156, assim ajudará a ONG a continuar sua representação e ajudará a administração municipal a estabelecer padrões de qualidade e acessibilidade para toda a comunidade de deficientes.

Conheça alguns desses artistas na Arltluv, Plataforma ArtTech:

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